Quem imaginava que a loira gelada só servia para aplacar as altas temperaturas do verão, se engana. No inverno ela quebra o gelo e invade as mesas.
Aliás, no período de friozinho a vez é não só das cervejas tipo pilsen – a tradicional loira gelada – mas também da loirinha feita de trigo, além das chamadas ruivas e morenas. Afinal, as baixas temperaturas pedem bebidas mais encorpadas e com aroma tostado.
Por ser leve e ter menos graduação alcoólica, a cerveja caiu mesmo no gosto dos brasileiros. O consumo nacional totaliza mais de nove bilhões de litros por ano. Neste mercado nosso país só perde em volume para a China, Estados Unidos, Alemanha e Rússia. Em média os homens consomem 65 litros por ano e as mulheres cerca de 35. Com a entrada das morenas e ruivas no páreo, neste próximo inverno a cerveja promete disputar palmo a palmo com os vinhos o espaço nas mesas mais exigentes.
Entram em cena as bebidas tipo bock e stout já conhecidas do paladar exigente dos europeus e novas queridinhas dos cervejeiros brasucas. Essas saborosas morenas harmonizam perfeitamente com o friozinho do inverno.
Já a ruivinha tipo pale ale (cerveja clara de alta fermentação), especialmente popular nos pubs ingleses e na Irlanda, também desembarcou em terras tupiniquins e mostra que veio para ficar e a loirinha tipo weiss, feita de trigo, ingrediente que a torna mais densa que a pilsen, também promete!
CURIOSIDADES; Vamos conhecer um pouquinho mais essas novas companheiras da Loira...
Bock: Sem dúvida a mais conhecida dos brasileiros. Tem tonalidade escura e paladar forte e encorpado, decorrente da baixa fermentação e do teor alcoólico relativamente elevado, entre 5,5% e 7,5%.
A origem do precioso líquido está envolta em grande mistério. A denominação teria surgido na maneira como o nome da cidade de origem, Einbeck (Saxônia), era pronunciada na Bavária: Einbock. Entretanto, a palavra bock também significa bode em alemão, associando esse tipo de cerveja ao signo de capricórnio, que coincidiria com o rigoroso inverno europeu – explicações mitológicas dão conta de antigos povos que, procurando o auxílio e a proteção
dos deuses, produziram a cerveja somente durante este signo. Outra justificativa estaria nos mosteiros medievais germânicos, onde se produzia uma cerveja forte e nutritiva para ajudar os monges a suportar os longos
períodos de jejum.
Stout: cerveja mais apreciada entre os irlandeses, a stout – uma das subdivisões
do tipo ale – tem sabor bem forte pela alta concentração de lúpulo e malte. É escura
por causa da torrefação do malte. A mais conhecida, a Guiness, foi criada por Anthony Guiness depois de uma distração em que deixou torrar demais o malte. Por ser servida mais quente do que o habitual chopinho e pela cremosidade, cai bem nos dias frios do inverno.
Pale ale: também da família das ales, tem este nome por ser mais clara, daí
seu nome pale ale ou ale palha, do inglês. Especialmente popular na Inglaterra e na Irlanda, tem fermentação alta, sendo extremamente saborosa, incluindo uma variedade de cereais durante a fermentação que lhe conferem aroma frutado.
Weissbier: originária da Alemanha, é produzida com leveduras especiais e malte de trigo, ingrediente que a torna mais densa e com cor mais acentuada que a pilsen. Teor alcoólico entre 2,7 e 5%.

Aguardem... Evoé!

EVOÉ!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirOlá..
ResponderExcluirBoa sorte com o projeto, vou anunciar o Porão di Baco no meu blog, assim todos poderão ficar de olho no blog..
Dicasearte.blogspot.com
Muito Obrigada Nah!! Aparece sempre por aqui pra dar uma olhada nas vovidades! Bjo
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